
Precisando saber se está na menopausa? Por incrível que pareça, essa resposta não é tão fácil como parece.
Primeiro vamos explicar o que é a menopausa. Ela é a última menstruação da vida de uma mulher, e só pode ser reconhecida retrospectivamente após 12 meses sem fluxo. Ela determina que a produção de estrogênio pelo ovário terminou, correspondendo, assim, ao fim da capacidade reprodutiva. A partir desse momento, a mulher para de produzir estrogênio e de liberar óvulos. Seu diagnóstico é clínico, isto é, baseado na história dos ciclos menstruais da mulher, e não em algum exame específico.
É importante saber que a menopausa é definida após a mulher passar 12 meses sem menstruar e sem haver outras razões para essa falta de menstruação, como gestação, amamentação, doenças ou uso de contraceptivos hormonais. Essa avaliação pode ser relativamente fácil para a maioria das mulheres, porém é desafiadora em mulheres que usam contraceptivos hormonais, que retiraram o útero, ou que fizeram tratamentos para cessar a menstruação, por exemplo. Nesses casos, precisamos da ajuda de exames laboratoriais para definir a menopausa.
O hormônio folículo estimulante (FSH) é um hormônio produzido na hipófise e que tem a função de estimular a produção de estrogênio pelo ovário. Quando a mulher entra na menopausa, e o ovário para de responder a esse estímulo e a hipófise entende que precisa trabalhar mais e produz maiores quantidade de FSH. Assim, observamos que com a falência do ovário, níveis de FSH permanecem elevados. Portanto, uma forma alternativa de se fazer o diagnóstico de menopausa é a medida de FSH maior do que 35 em dois momentos diferentes. Além disso, os níveis de estradiol devem estar bem baixos, geralmente entre 0 e 20.
Uma dica que gosto de dar para as mulheres que menstruam é de fazer um diário com registro dos ciclos e dos sintomas que podem estar apresentando. Assim, podemos identificar em que fase a mulher está e se será necessário algum tratamento.

Dra. Julia Azevedo
Ginecologista e Obstetra - CRM 32980 RQE 24232